segunda-feira, 15 de março de 2010

Será mesmo que você é substituível???

 Por autor desconhecido....

"Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:
"ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.
O funcionário fala então:
Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra?
Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge
Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!" "

Comentários:

Sim, somos únicos talentos ...
Não, temos deficiências que podem ser completadas por outras pessoas...

Recebi este texto em uma das listas que assino no LinkedIn e o achei bem interessante. Embora eu já tenha minha opinião formada sobre o assunto, a opinião do autor não deixa de ser relevante e fundamentada com uma base pcicológica muitas vezes impraticáveis no mercado.

No fundo, acredito que ao invés de pensarmos em sermos substituíveis ou não, poderiamos pensar nos  defeitos que nos fazem ser substituíveis e que qualidades são atrativas e diferenciais no mercado. Acredito, dependendo de certos pontos de vista, que somos substituíveis, pois não existe perfeição para o mercado, e talvez, esta pergunta não pode ser feita e nem afirmada, devido à sua subjetividade. Mas acho que todos os perfis pscicológicos e intelectuais, de liderança, técnico e outras vertentes devem se complementar para formar um time bem coeso e quase insubstituível. Somos sim talentos únicos, onde nossos talentos muitas vezes não são suficientes para uma pessoa X, e que as vezes são suficientes para a pessoa Y... ou seja, tudo depende do ponto de vista que, ao meu ver nestes casos, são subjetivos.

No mercado, muitos gerentes, executivos e diretores dizem algo parecido como "eu posso lhe substituir" para com seus subordinados, a fim de tentar melhorar as qualificações de seus funcionários que muitas vezes são feitas por meio de cobranças no inutito de fazê-los produzirem mais. Ao invés disto, um bom peso na balança que poderia ser colocado em pauta para este contexto seria:
- O que este funcionário constroi para si e para empresa?
- Que atitudes a empresa se propôs para que este funcionário fosse substituível ou não insubstituível?
- O funcionário foi informado sobre que valores e perfis deveria ter para se adequar a empresa? O que se espera deste funcionário?

"Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank
Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os
Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein?
Picasso? Zico?" . 

Todos foram substituídos pela sociedade ao longo dos anos. Beethoven por exemplo, era a sensação musical na época, e por isto, deixou a sua marca na história, quando haviam poucos talentos em comparação ao mesmo. Mas hoje, a cada dia a roda se renova, e, por causa da globalização, meios de comunicação, Internet, e por termos uma imensa variedade de talentos, acredito que poucos consigam ser ícones culturais, intelectuais, e etc, pois não são os únicos quando comparamos com Beethoven.

Acredito sim que somos talentos únicos, que nossas virtudes possam ser vistas de forma diferenciada, mas que não nos isenta de não nos melhorarmos em aspectos de auto-conhecimento e melhoria de nosso espírito. E por isto, vejo como a sociedade se completa em meio de tantas personalidades adversas que nos diferenciam, formando em minha singela opinião, um talento maior e mais valorado, pois acredito que precisamos uns dos outros.

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